Sobre o Reino de Versalha

Imaginem que sou eu

O domínio do imaginário: onde a Mitologia e o Folclore fazem morada

Da necessidade de produzir um Trabalho de Conclusão de Curso, surgiu o anseio de unir Mitologia e Folclore sob a perspectiva da comunicação. Mais que falar sobre os dois eixos, destrinchar seu legado na cultura e sua apropriação pela indústria cultural.
A partir da união entre comunicação, Mitologia e Folclore se sustenta um projeto de análise e escrita sob a luz da Teoria do Imaginário. Aqui, a Antropologia ampara a pesquisa e a produção de textos acerca dos eixos principais não no intuito de limitar, mas de ampliar os horizontes possíveis da palavra.
São textos, análises, ensaios e traduções sobre as mais diversas camadas do imaginário, feitos por mim e, quem sabe no futuro, por mais colaboradores ao meu lado.

O ponto de partida no nosso mapa é a Jornada do Herói de Mil Faces de Campbell. Seguindo essa figura comum e recorrente que atravessa a cultura ocidental, submergimos em um mundo encantado de figuras que flertam com o fantástico para, na realidade, trazer à tona o que une a todos, os arquétipos. Voltando os olhares a esse muno, recuperamos narrativas que podem ter sido esquecidas por toda uma gerações ou mesmo civilização, a fim de alcançar um novo patamar acerca da absorção da Mitologia e do Folclore no mundo contemporâneo.

Deixo então com vocês uma citação de Campbell que resume o que estou querendo dizer “O primeiro passo, a separação ou afastamento, consiste numa radical transferência da ênfase do mundo externo para o mundo interno, do macrocosmo para o microcosmo, uma retirada, do desespero da terra devastada, para a paz do reino sempiterno que está dentro de nós. […] Este é o reino no qual penetramos durante o sono. Carregamo-lo dentro de nós eternamente.”

Por fim, meu nome é Bárbara, a Valente e eu vou guiar vocês nessa viagem pelos diversos impérios e reinos do território de Versalha.